Poemas metrificados ( na sua maioria ) para Fado.

Canoa sempre canoa

Tributo a Carlos do Carmo

Canoa de vela erguida
Que p’la morte-lei da vida
Foste tomada de assalto
Lágrimas de orvalho triste
São já saudade que existe
No país do Bairro Alto

Canoa de vela panda
Que deliciosa e branda
Na nossa alma te entranhas
E com os olhos enxutos
Consegues ver os teus putos
Junto ao homem das castanhas

Canoa, conheces bem
O mistério que contém
A saudade tua e minha
Adeus parceiro das farras
Silêncio, gemem guitarras
Por morrer uma andorinha