Blogue especialmente dedicado à minha filha *Marta Castro *a razão maior da minha vida*

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Soneto à tua boca

A boca saciante que me dás
Não tem o mel que tinha antigamente
Porém, quando perdida, é bem capaz
De provocar em mim um fogo ardente

A boca que me dás de vez em quando
Não tem o sabor forte que tivera
A paixão que nos une em vento brando 
É sopro duma calma primavera

A boca, mesmo assim tão diferente
Umas vezes sedenta e tão presente
Outras vezes presente mas distante

Mantém a mesma cor e a perfeição
Da boca que beijei, quando em paixão
Fiz de ti o meu sonho alucinante

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