Blogue especialmente dedicado à minha filha *Marta Castro *a razão maior da minha vida*

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Margens de conforto

As margens do velho rio
Que se passeia no Porto
São margens de bom conforto
Pelo conforto sadio;
Que mesmo à chuva e ao frio
Com nevoeiro cerrado
Me fazem sentir honrado
E também muito feliz;
Por sentir o meu país
Nos versos de qualquer fado

As margens são as janelas
Donde se vê o futuro
Do jeito mais terno e puro
Comparável às estrelas;
O meu coração, ao vê-las
Aperta-se tanto tanto
Que não sustém o espanto
E nem sustém a vontade;
De partir em liberdade
P’lo rio do meu encanto

Margens dum rio leal
Aos sonhos de rubra cor
Leito feliz dum amor
Perfeito e intemporal;
Um rio que, por sinal
Tem história, tem passado
E tem em si, bem guardado
Um valioso tesouro;
Que transforma o Rio Douro
Num berço d’amor e fado 

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