Naquela casa antiga, onde o fado morou
Há marcas de saudade, há marcas de desejo
Ao som duma cantiga, uma mulher amou
Na musicalidade, e no calor dum beijo
Encostado a um canto, existe um candeeiro
Que foi, vezes sem fim, o luar da saudade
Também existe um manto, aconhego primeiro
Duma flor de jasmim, irmã da felicidade
Ao fundo, ainda se vê, o perfil dum poeta
Que fez rimas ao fado, inspirado p'la lua
E sem saber porquê, há uma porta aberta
Que tem um fado errado, é esquina da rua
A guitarra velhinha, abandonada e triste
Relembra com saudade, as cordas que tivera
Morreu uma andorinha, a saudade persiste
Mas na realidade, ainda é primavera
Dezembro 2006
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