Este site contém versos // De variado sabor // São sentimentos dispersos // Refletindo a minha cor.
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Vento da pouca fortuna

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Vento da pouca fortuna
Soprando fora de tempo
E fora da própria vida
A sorte, é balão d’espuma
Que se fina no momento
Em que tem a cor garrida

Quem tem o vento da sorte
Tem ao alcance da mão / A riqueza original
A alma fica mais forte
E transmite ao coração / A coragem natural

A sensatez do amor
Não tem o mesmo valor / Nem tem a paixão voraz
Porque nos sopros do tempo
O vento traz desalento / E tira brilho às manhãs

Mas nem sempre temos vento
E nem sempre temos sorte / Mesmo com desejos puros
Apenas no pensamento
Temos a estrela do norte / Que nos dá rumos futuros 

Outubro 1999

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