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SE GOSTA DA MINHA POESIA... CANTE-A !!!
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Este site contém versos // De variado sabor // São sentimentos dispersos / Refletindo a minha cor !!!
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Cada vez mais amarrado // Às almas que têm fado !!!
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Blogue especialmente dedicado à minha filha *Marta Castro *a razão da minha vida* !!!
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Alfredo Guedes

Poema dedicado a um grande amigo de quem tenHo
IMENSA SAUDADE
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ALFREDO GUEDES

A dor do teu silencio é muito forte
Tão forte quanto forte é a certeza
De saber que depois da tua morte
Não haverá clarões nem alma acesa

Não haverá o riso natural
De quem, tal como tu, de peito aberto
Perdoava por bem, a voz do mal
E tinha a poesia sempre perto

Não haverá jamais o tal conforto
Que de ti ressurgia sempre em fado
Um fado português emancipado
Com o sabor real do velho Porto

Enfim, contigo na eternidade
Fica connosco a amizade companheira
Que te vai relembrar a vida inteira
No fado, no amor e na saudade.

Motes do mestre Alvaro Martins

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OLHAI A NOITE que cresce
Radiante em cada verso
Cresce tanto que parece
Um enorme e BONSUCESSO

Almas de fado, rezando
AVÉ MARIA DO MAR
Devotamente lembrando
Um XAILE NEGRO invulgar

Só FALTA ESCREVER NA LUA
Esta HORA DA SAUDADE
P’ra que seja minha e tua
A rua da felicidade

ENCONTREI-ME e mesmo errante
Entre fados e cantigas
Disse, num GRITO DISTANTE
Saudade, NÃO ME PERSIGAS

Mesmo que hajam tempestades
O sonho não se desgasta
EU SEI QUE VOU TER SAUDADES
Mas… POR AGORA JÁ BASTA

Monarquia do amor

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Fosse o fado monarquia // No reino do amor intenso
E os reis seriam, eu penso
A guitarra e a poesia // O xaile, gravata o lenço
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Qualquer delas importante // Qualquer delas influente
A guitarra é voz constante
Poesia é voz presente // Fado é sempre amor-amante
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Qualquer coração se agarra // Em perfeita sintonia
À doce voz da guitarra
E à voz da poesia // Que por dentro se desgarra
- - -
Que casamento perfeito // Que singular maravilha
Guitarra a bater no peito
Enquanto o poema brilha // Embalado a nosso jeito.

Soneto à minha cidade

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O Porto tem um brilho tão intenso 
Que o sol, parece ter mais singeleza 
Até o céu, imponente e tão imenso
No Porto tem sempre maior grandeza

A luz que o Porto tem é diferente 
Tem focos onde o povo tem raízes 
O brilho dessa luz tão permanente
Parece anunciar dias felizes

Pela manhã, despertam as rotinas 
Normais, daquelas vidas genuínas
Que fazem movimento em cada rua

E quando a noite cai, vem a saudade
Tomar conta dos cantos da cidade
Iluminados pla luz da dona lua

Sofrimento e paixão

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Esta minha solidão
Parece não ter mais fim
Com razão, ou sem razão
Apenas o coração
Se vai lembrando de mim

Este meu desassossego
Parece um vulcão ferido
Mas mesmo assim, não renego
Este amor ao qual entrego
Tudo o que faça sentido

Esta loucura constante
Parece um sonho tortura
Este amor alucinante
Distante e angustiante
Vai provocar-me loucura

Mas mesmo assim, não desisto
De te procurar em vão
É por amor que eu existo
Nesta paixão, que é um misto
De sofrimento e paixão

Basta-me ver-te chegar

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Basta-me ver-te chegar
Para que o meu coração
Recomece a palpitar
E queira cantarolar
Versos de amor e paixão

Basta-me ver-te chegar
Para que tudo me agrade
Fica mais lindo o luar
Fica mais terno o cantar
Fica mais doce a saudade

Basta-me ver-te chegar
Para que o sol apareça
Quando chegas tens p’ra dar
Sorrisos de terra e mar
A quem por bem te mereça

Basta-me ver-te chegar
E tudo muda de cor
Trazes sempre no olhar
O brilho crepuscular
Que faz brilhar o amor

Quero sempre mais um fado

- - - 
Com a alma enfeitiçada
Saciada e aconchegada
Por versos do meu agrado
Quase nunca me contento
E alimento o sentimento
Do jeito mais dedicado

Posso sentir que o cansaço
É espaço onde refaço
O corpo já fatigado
A alma da própria vida
Desiludida e perdida
É sempre a alma do fado

Na hora da solidão
A razão do coração
É um sopro musicado
Sopro que vem quando quer
Ter o prazer de beber
Essências do seu passado

P’ra maior contentamento
Eu invento o tal momento
Pela voz abençoado
Para matar a saudade
Que m'invade em felicidade
Quero sempre mais um fado

Lamento portugês

- - -
Ai Portugal, se morasses // Numa estrela em céu fechado
Talvez nunca dispensasses // Encantos que tem o fado
Talvez houvesse o cuidado // De mudar este destino
Que cumpres desde menino

Ai Portugal de CAMÕES // De REDOL e de QUEIRÓZ
Tens o sal das emoções // Em qualquer timbre de voz
É por ti que todos nós // Cumprimos por devoção
Leis do próprio coração

Ai Portugal de PESSOA // De GARRETT e HERCULANO
Portugal de gente boa // Meu poeta leviano
Pecador ou puritano // Nas tuas leviandades
Tu és o rei das saudades

Ai Portugal, se tivesses // Amores que o ARY te deu
E se nunca t’escondesses // Nas malhas que alguém teceu
Talvez o céu fosse teu // Tal como ALEIXO cantou
E JOÃO de DEUS rimou

Portugal de GEDEÃO // De AUGUSTO GIL e de Nobre
Da NATÁLIA, qual vulcão // A gritar que não és pobre
Porque o luar que te cobre // Tem rimas do Adriano
Num veleiro a todo o pano

ALEGRE disse na trova // Que o vento nada te diz
Nem te dá a boa nova // Para te não ver feliz
Porque tu… ó meu país // Do BOCAGE trovador
Fechaste o peito ao amor

Portugal das poesias // Do CARLOS CONDE e da ROSA,
LIMA COUTO, JOÃO DIAS // E JOÃO LINHARES Barbosa
De AMÁLIA, sempre ditosa // De RADAMANTO e de Rego
Meu anjo em desassossego

Ai Portugal, Portugal // Do FAUSTO tão reluzente
Meu anjo de bem e mal // Meu futuro, eternamente
Do ZECA sempre presente

Entendo-me bem comigo

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Se falo sózinho na noite calada
É porque a saudade em mim ganha cor
Cravando um espinho na boca fechada
Aguça a vontade de gritar amor

Se falo comigo é porque me entendo
Sei bem o que sou e sei o que quero
Eu sou meu amigo porque compreendo
O mundo onde estou e o que dele espero

Se falo de ti ao silêncio atroz
Que não sabe nada, de ti, meu amor
Ele diz que perdi o melhor de nós
Na hora marcada pela tua dor

Eu falo bastante de mim p'ra comigo
E sinto a coragem ter som genuino
Sou grito constante que virou castigo
Sou uma viagem com fado e destino

Pela calada da noite

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Antes do sono chegar
Senti o peito apertar
Dum jeito p'ra mim estranho
Misto de ansiedade e dor
Como quem sabe de cor
Que o amor não tem tamanho

Senti que o tempo parava
E aos poucos se mostrava
Amigo da solidão
Senti também na garganta
O nó de quem já não canta
Poemas ao coração

Tomado pela tristeza
Deixei que minh'alma acesa
Queimasse o medo que havia
Adormeci pensativo
Sem perceber o motivo
Da minha imensa agonia

Assim que o dia chegou
Tudo em mim se transformou
E reacendi a chama
Porque cedi à vontade
De convidar a saudade
A dormir na minha cama

13.05.2020 

Poemas de fado

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Já quase não há poetas
De guardanapo na mesa
Com suas velhas canetas
A deslizar com leveza

Hoje os poemas de fado
São as figuras d’estilo
Onde um verso mutilado
Quer dizer *isto* ou *aquilo*

Rima sim e rima não
Com versos de mau rigor
Em poemas que não são
Suspiros de trovador

Tudo é mais informal
Tudo é premeditado
Mas mesmo assim virtual
Nosso fado é sempre fado


Um fado perfeito

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Sentados lado a lado enquanto a lua vê
Que somos dois amantes em comunhão feliz
Ficamos neste fado e temos à mercê
Os sonhos penetrantes que a alma sempre quiz

Em comunhão perfeita e quase doentia
Vamos trocando o amor que o corpo sempre quer
Quando a noite se deita anunciando o dia
Nada há de melhor que o doce amanhecer

Revesti o silêncio e sem palavras vãs
Disse coisas que a voz jamais houvera dito
É sempre tão imenso o amor que me dás
Que mesmo em tempestade, o céu é tão bonito

10 Junho 2020

Dúvidas que me assaltam

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Porque será 
Que somente na poesia
Encontro aquela magia
Que tem a luz que procuro?
Porque será 
Que tudo parece igual
Quando tenho, pra meu mal
Saudades dum amor puro?

Porque será que me remeto ao silêncio
Quando me parece imenso
O que tenho em meu redor?
Porque será que a solidão me conforta
Quando a alma, quase morta
Não ama nem quer amor?

Porque será que sou o porto inimigo
D'alguém que não 'stá comigo
Nem vive no amor que tenho?
Porque será que não encontro o condão
De pintar a emoção
E dar-lhe maior tamanho?

Porque será que a chuva sempre entristece
Quem chora porque padece
Do calor que nunca vem?
Porque será que o vendaval tenebroso
É o sopro mais ruidoso
Dos sopros que a vida tem?

Porque será que o tempo corre depressa
Sem que nada nos impeça
De correr sempre a seu lado?
Porque será que sabemos, à partida
Que esta passagem pla vida
Tem final anunciado?

Sendo assim... afirmo já // Que amanhã aqui virei
Para vos dizer *olá* // Com poemas que gerei;
Se eu não vier até cá // Perguntem... porque será???

Alma nova do meu fado

Escrito para a música do fado Alcântara de Raúl Ferrão
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Sou alma nova // Sujeita a uma dura prova
Alma que só se renova // P'la voz do fado
Sou alma pura // Constantemente à procura
Dum abraço com ternura // Bem apertado

Abraço forte // Tão forte quanto o meu norte
Que me traga a luz da sorte // A todo o gaz
Talvez então // A voz do meu coração
Seja um fado em oração // Cantando a paz

O meu fado
É um poema embalado
Do jeito mais dedicado que pode ser
O meu fado
É sempre uma porta aberta
Às palavras que o poeta soube escrever
O meu fado
Pode também ser tristeza
Quando a alma estiver presa à dor que sou
Fado meu, meu amor, minha luz
Ó suave cruz
Só a ti me dou

Neste caminho // Que nunca faço sozinho
Encontro sempre um espinho // Que faz doer
E a minha dor // Parece sempre maior
Quando sinto a luz do amor // Desfalecer

Graças ao fado // Que me traz maravilhado
Vou redimindo o pecado // De ser assim
E vou cantando // Poemas que me vão dando
Para que de vez em quando // Gostem de mim

Para Manuela

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Manuela Cinderela
Donzela quase tão bela // Como lua em noite calma
Princesa da natureza
De beleza sempre acesa // Acendendo qualquer alma

O seu brilho encantador
Cheio de cor e amor // A qualquer um fascinava
Tinha rosas no olhar
Para dar e encantar // A quem por ela passava

Manuela era uma estrela
Singela, e tinha com ela // Encantos que ninguém tem
Estrela simples, cadente
Ascendente e permanente // Bailando no céu de alguém

Um dia, o vento surgiu
Quem o sentiu diz que ouvi // Chamar pelo nome dela
O vento agreste do norte
Por ser forte e por má sorte // Levou-nos a Manuela.

"À memória da minha saudosa irmã"